28 de agosto de 2008

O QUE FAZ DEUS FELIZ?


Você. Isso mesmo, você. A sua vida faz Deus feliz. Vamos ver, todavia, em que circunstâncias isso acontece. Precisamos então examinar, pelo menos, dois textos bíblicos.


O primeiro é o da videira e dos ramos. Diz lá que Deus é glorificado quando a gente dá muito fruto. Bom, pra gente poder dar fruto a gente tem que ser árvore viva e o mesmo texto diz que nós somos árvores vivas porque somos os galhos da videira verdadeira que é Cristo. Aliás, a gente só é galho vivo, que pode dar fruto, se estivermos em Cristo. Ele mesmo fala neste texto que sem ele nós não conseguiríamos realizar nada. “sem mim, nada podeis fazer” a gente também sabe pela Bíblia Sagrada que Deus gosta tanto de ser glorificado que uma vez disse: “a minha Glória não dou a ninguém”.


Então podemos afirmar que Deus fica feliz quando é glorificado. E que, portanto, se você é alguém cuja vida dá muito fruto, isso faz Deus feliz. Então o que eu disse antes está certo. Você faz Deus feliz!


A questão agora é. Quando é que eu faço Deus feliz? E a resposta é: quando eu dou muito fruto. Daí eu lhe convido a olhar outro texto bíblico em sua memória. Aquele que fala do que é o fruto do Espírito.


Eu tenho pra mim, que dar muito fruto nem é trazer gente pra Igreja, nem distribuir milhões de folhetos ou nem tampouco trabalhar a vida inteira na Igreja até que a nossa alma desmaie e o nosso coração seque por causa das frustrações que o serviço cristão nos dá. Não. Não acho que seja o trabalho cristão que faz Deus feliz.


O que faz Deus feliz é gente que ama. Quando você ama você faz Deus feliz, porque o fruto do Espírito é Amor.


O que faz Deus feliz é gente feliz. Quando você está alegre e vive uma vida de alegria, isso faz Deus sorri pra você. Porque o fruto do Espírito é alegria.


O que faz Deus feliz é gente que é agente da paz. Gente que quando fala, apazigua os corações ao seu lado. Porque o fruto do Espírito é paz. Deus não fica feliz quando as suas palavras geram conflito e perturbação nas pessoas.


O faz Deus feliz é gente paciente. Gente que sabe esperar pelo bem na vida, sem esmorecer e sem desistir pela falta de paciência. Ser paciente é não tentar resolver tudo sempre do seu jeito. É esperar em Deus, porque o fruto do Espírito é paciência.


O que faz Deus feliz são pessoas amáveis. Gente de quem a pessoas gostam, fazem Deus feliz enquanto vivem. Deus fica muito feliz quando outras pessoas ficam felizes com você. Porque o fruto do Espírito é amabilidade


O que faz Deus feliz são pessoas bondosas. Fazer o bem, faz Deus feliz. Ele é glorificado quando nossa luz (nossas boas obras) aparece. Ser bom em todos os seus passos é bom e faz Deus feliz, porque o fruto do Espírito é bondade.


O que faz Deus feliz é gente que se cuida. E gente que se cuida é fiel e sabe onde pode pisar o seu pé. Gente que se cuida é mansa. Não se perde nem se desespera com o que não pode resolver. Entrega nas mãos de Deus. E Deus fica feliz quando entregamos as coisas que nos tiram a mansidão à Ele. Gente que se cuida sabe dos seus limites. E consegue andar sempre aquém deles, pra não cair e não se machucar.. Quem se cuida faz Deus feliz, porque o fruto do Espírito é fidelidade, mansidão e domínio próprio.


Eu afirmei que você faz Deus feliz. Você concorda?

Com carinho, Pr. Marcelo
Em 28/08/2008

22 de agosto de 2008

AS AMORAS E O INVERNO


O inverno é uma metáfora vida. O frio já não é mais uma marca tão importante dos últimos invernos. Estive na cidade tida como a mais fria do Brasil e por lá ouvi: - Frio, frio mesmo de -4ºC a gente não vê faz uns dez anos e dizem as previsões que, devido ao aquecimento global nunca mais haverão dias como aqueles. Que pena!


Refiro-me, especificamente, à esterilidade que gosta do inverno por companhia. As gramas estão marrons. As parreiras e macieiras são como galhos de um arbusto que morreu. Feios, empalidecidos, como gravetos prontos pra ir à fogueira. A maioria das árvores está hibernando como fazem os ursos. E, por isso, nos omitem suas sombras, suas danças e suas belezas. Os vales e os montes estão todos tristes e macambúzios... É inverno!


Lá em casa tem dois pés de amora de ficam de frente à janela da sala. São novinhos ainda. Mas nem por isso são tímidos em nos alegrar com suas crias. Cada uma mais linda e mais deliciosa que a outra. São das grandes. Rechonchudas. Minha relação com estes pés de amora já dura 4 anos. Eram duas plantinhas quando lá cheguei. Hoje eu cuido deles, amarro os galhos depois da temporada porque quem passa por ali não resiste, mete a mão. E onde a mão não alcança, a outra puxa o galho até que a amora fique ao alcance do seu sorriso de conquista. Tudo isso sem se importar com os galhos que vão caindo, caindo até quebrar. A certa altura eles parecem aqueles velhinhos cansados e corcundas que deram a vida por seu trabalho e por servir os outros. Estão cumprindo sua missão. Pés de amora existem para que pessoas parem na frente deles e tenham a experiência única e fugaz do prazer. Como todo prazer tem um preço, alguns galhos se vão, eternamente.


As amoreiras fazem o caminho inverso das parreiras e das macieiras. No verão, enquanto as uvas e as maçãs reinam, as amoreiras estão como mortas, esquecidas de todos. Dava uma tristeza enorme olhar pra elas todos os dias e lembrar com saudade do tempo de outrora. Me fez reviver, à minha maneira o poema de Casimiro de Abreu. Era como se eu sentisse também saudades da aurora da vida.


Mas agora elas estão lá. No começo ainda, mas percebe-se claramente que tanto as amoras quanto os seus galhos cumprirão mais uma vez a exuberante missão de fazer as pessoas felizes. Sim, elas voltaram!


Invernos não duram pra sempre. Na vida há hibernações de alegria e de produção. Sofrimento. Mas eles também não duram pra sempre. Uma boa lição que aprendo com as minhas duas amoreiras é que a tristeza também é efêmera. Tristeza é saudade do sorriso. E a gente só sente saudade do que existe. Do que amamos. Passamos pelo sofrimento com a esperança de que sorriso existe e voltará. Assim como as amoras, que a cada dia entre os meses de agosto e outubro, voltam a sorrir e a fazer sorrir. Lembre-se: a amoras voltaram; o sorriso voltará!

“O choro pode durar uma noite, mas a alegria vem pela manhã.” (salmo de Davi)

“E, respondendo Simão, disse-lhe: Mestre, havendo trabalhado toda a noite, nada apanhamos; mas, sobre a tua palavra, lançarei a rede.”
Com carinho, Pr. Marcelo
Em 21/08/2008.

SOBRE A ESPERANÇA E O ESPERAR

Espera-se por muita coisa nesta vida. Dizia-se da mulher grávida que ela estava “esperando”. Onde quer que vamos, há sempre uma fila. Lugar de espera. Se vamos ao cinema, enfrentamos a fila do transito; a fila do estacionamento; a fila para comprar o ingresso; a fila para a pipoca; fila para entrar; fila para sair, e assim vai.

Acontece até de a gente passar em algum lugar e perguntar curioso: que fila é essa? Pensamos: se tem fila, deve ser coisa boa. Algo que justifique a espera. A pergunta vem de um lugar do desejo. Quem sabe não haja algo aqui que me faça mais feliz? Na verdade a gente pega fila por coisas essenciais: emprego, dinheiro, saúde, educação, até para pagar contas.

Hospital é um lugar onde ninguém quer ir mas que todo mundo vai. E lá, a gente pode estar certo: vai Ter fila. Teremos que esperar para pegar a senha. Senha: lugar em outra fila. Então esperamos o médico chamar. O que ele diz? – Vamos precisar de um exame. E lá vamos nós para mais uma fila. Uma para fazer o exame e outra para saber o resultado. Então, horas depois voltamos ao mesmo médico. Chegando lá o que encontramos: outra fila. É assim mesmo. Hospital é lugar de esperar.

Mas hospital também é lugar de esperança. Após um trágico acidente, queremos primeiro saber se a vítima já foi para o hospital. – Pelo menos ele está sendo tratado, pensamos. Há esperança. Quando o pai aguarda ansioso a chegada do primeiro filho, aquele corredor por onde ele anda sem parar, pode ser chamado de lugar de esperança. Hospital é lugar onde se vai buscar cuidados especiais, curas, respostas não sabidas nos demais lugares. Dizemos para quem vai para o hospital: - você vai ficar bom! Que esperança! É onde moram os mistérios do corpo, onde atendem os gurus modernos. Aqueles que dão nomes (ainda que agente não entenda) às coisas que sentimos. Curioso, às vezes, só de saber que o que a gente sente tem um nome em algum livro, agente já se sente melhor. Por que será?

A esperança e a espera são irmãs. Elas moravam na mesma casa. Um dia, se separaram e algo aconteceu.

A espera decidiu morar nas ruas, na filas, nas repartições públicas, nos bancos, enfim nos lugares mais comuns e quase sempre muito chatos. A gente espera até a última hora para não precisar ir a estes lugares. Por que? Porque esperar é muito chato. É até despeitoso às vezes. A esperança, mais nobre , decidiu morar nos templos religiosos, na fábulas infantis, nas poesias, nos campos de girassóis, nas azaléias (nestas ela só fica nos meses do inverno), no sorriso da criança. Esperança não mora em lugar onde não há amor. “Ali pois permanecem a fé, a esperança e o amor, destes três porém, o maior deles é o amor”.

De vez em quando, as irmãs separadas resolvem se encontrar. Quase sempre elas se encontram num hospital. Hospital é lugar que tem fila mas que também tem sorrisos, azaléias, livros infantis, capelas, cultos e orações.

Havia um tanque em uma cidade chamada Betesda. Era um hospital. Betesda significa “casa de misericórdia”. Só que este hospital não era como os de hoje que ficam abertos 24 horas. Ele só abria uma vez por ano. Imagina o tamanho da fila? Para este lugar, afluía uma enorme multidão de enfermos, cegos, coxos e paralíticos. Todos iam lá com muita esperança. Pois eles acreditavam segundo uma história (histórias também são lugares de esperança) que a certo tempo descia ali no tanque um anjo, que agitava a água e a primeira pessoa que entrava no tanque, uma vez agitada a água, sarava de qualquer doença que tivesse. Eu tenho dúvidas se havia mesmo um anjo ou se o que curava as pessoas era a fé naquela história.

Por mais que o hospital seja um lugar cheio de gente ferida, machucada no corpo e na alma, gente gemendo de dor, crianças com medo, pessoas estranhas e esperas, às vezes, intermináveis. Ele pode ser também lugar de esperança. Lugar onde você aproveita para refazer a vida, reeditar seus valores, estabelecer novas prioridades, reconhecer-se limitado e frágil (Felizes os humildes de espírito...), deixar ser cuidado e tratado pelas mãos humanas e pelas divinas.

Uma lembrança: nem sempre as irmãs se encontram.

Algumas dicas: Observe o sorriso das crianças. Leia um bom livro (talvez uma fábula). E aproveite as azaléias (elas estarão te esperando nos meses do inverno).

Um pensamento: Não há lugar mais paradoxal do que um hospital. Aqui trabalham os profissionais da saúde, mas o que eles fazem é lidar, quase sempre, com a doença. Às vezes agente ouve: - tem uma BPC no 9-A, ou – leve para o linfoma do quarto 3.

Uma letra de Chico: Pedro pedreiro, penseiro esperando o trem... Esperando, esperando, esperando, esperando o sol... ...é a esperança aflita, bendita, infinita do apito de um trem...

5 de abril de 2008

Azaléia é fogo! Amor é fogo!



Camões enaltece o amor de uma forma assustadoramente bela. “O amor é fogo que arde sem se ver”. O curioso é que para se dizer que algo é bom, belo e digno de admiração é necessário que se mostre sua face nefasta e cruel. Adélia prado diz. “O amor é a coisa mais bela; o amor é a coisa mais triste; o amor é a coisa que eu mais quero”. Só desejamos algo de fato, quando se nos é revelado seu todo. Os dois lados. Em tudo há dois lados: o belo e feio, o triste e o alegre. Por isso é que Camões diz que o amor é uma ferida que dói mas não dói; que o amor é uma estranha mistura entre o ganho e a perda, entre o querer e não-querer entre a prisão e a liberdade.

É isto que o faz definir tão bem e tão concretamente algo que é misterioso e abstrato, porque esta é a verdade. Não a verdade de um poeta sobre o amor mas a verdade que existe em cada um de nós. Sabemos que é assim. Quando temos uma compreensão mística de algo que mora nas nossas profundezas e então ouvimos aqui fora o que já havia sido dito lá dentro, somos seduzidos pela palavra. E não há melhor forma de persuasão. Porque não fomos persuadidos por um outro mas por nós mesmos. Eu e você temos um quê de Camões, de Shakespeare na nossa compreensão acerca do amor. Sabemos que é assim mesmo e persistimos em não aceitar amor atrelado à morte, virtude irmã da fraqueza.

Quando chega o inverno, e eu vejo o amor que exala das flores das azaléias espalhadas por todos os cantos, lembro de Camões. Lembro que são possíveis coisas belas no inverno, lembro que o esquecido tornou-se revelado, lembro que o desprezo, que o trivial, que o comum têm também seu momento de esplendor e enaltação. Azaléias são aqueles pequenos arbustos com uma folhinha verde-escura e bem grossa. Parece até planta brava. Mas quando chega o seu tempo de florescer, o verde empresta o lugar ao brilho das flores, o que era rústico vira singelesa, poesia.

O brilho é tão forte que quase chega a ser agressivo. Dá até medo. Assim como temos medo de amar. Medo por ter sentimentos tão fortes como aquele que nos surgem de repente. O mesmo medo de que falou Vinícius no soneto do amor total. Seu medo era tal e seu sentimento tão estranho a si mesmo, que dizia: “hei de morrer de amar mais que pude”.

Azaléia é fogo porque ela é uma metáfora do amor. Só ama que consegue passar o ano com o rústico para então deleitar-se com a beleza. Só é tomado de temor frente ao brilho esfuziante das flores, quem por longo tempo acariciou a pequena e despretensiosa folhinha verde e peluda. A carícia era sinal de aceitação. Quando agente ama agente diz: ainda que não seja hoje o dia da flor eu continuarei a teu lado a acariciar-te, continuarei a amar-te. É quando o amor penetra até às raízes da planta. Ama-se cada parte dela. Tanto a vista quanto a não vista tanto as flores como as folhas, como o caule e também as raízes, ainda que não saibamos como elas são (e é melhor que não saibamos, pode morrer!). Amar é ter raízes... É de lá que brotam as flores.

O grande problema dos relacionamentos é quando eles são baseados apenas na flor. Enquanto te vejo bela te amo. E quando a flor cai? Então o arbusto é abandonado mesmo que ele não entenda o porque. pois [pensa:] continua sendo o que sempre foi; voltará a ter/ser flores.

Na verdade não se a amava o todo; amava-se apenas a beleza efêmera da flor. O pólen que atrai as abelhas no cio foi o que promoveu o mesmo cio humano e insaciável.

O que faz então este amante/inseto? Vai a procura de outras flores, mais ou menos belas que esta. Não importa. Importa que sejam flores, que tenham um bom cheiro, uma boa cor, umas pétalas macias, um libidinoso pólen...

Procura um amor que não existe. Um amor que só tem um lado. Que ao contrário do que pensa (alegria realização, gozo) apenas dói, queima, fere e machuca. Machuca a si mesmo, tal como ficaram feridas as rosas deixadas pelo caminho.

Castro Alves diz que o verdadeiro amor não exclui o pejo. Não há amor sem preço, sem entrega, sem compreensão da verdade, do todo do amor.

É possível fazer amor como o das azaléias. Casamento é isso: um encontro com a rosa e um abraço muitas vezes espinhoso e sangrento. Mas é sangue de amor que dói mas não dói, que rasga a pele mas penetra o fundo do peito. É acariciar o arbusto que mais ninguém vê. É fazer o outro saber que você admira a beleza que ele é e não apenas as flores que tem.
Amo as azaléias, principalmente quando elas não são notadas; quando estão adormecidas. E aí, deito ao lado delas e tenho um gostoso sonho e vejo que o verdadeiro amor é possível.

20 de março de 2008

Páscoa - uma imposição do bem

Sugiro que aproveites do clima que a data religiosa promove e faças uma viagem pra dentro de si mesmo , de sua alma e procures uma vivência com o ´Totalmente Outro´* que se impõe em visitar-nos nesta semana memorável.

um breve momento de reflexão**, um abraço bem apertado na pessoa amada, ou uma disciplina maior que o leve a reviver experiências religiosas de raizes são algumas dicas.

Boa Páscoa a todos.
*Expressão utilizada por Rudolf Otto em "O Sagrado" para designar a existência de um ser superior a quem os cristãos chamam de Deus.

**O texto do Pastor Saulo em http://ipesperanca.blospot.com/ é uma sugestão.

18 de março de 2008

O MONGE E O EXECUTIVO (Leitura/Resumo)


O MONGE E O EXECUTIVO (Leitura/Resumo)

Terminei agora de fazer esta leitura que, desde o início, há uma semana atrás, foi muito instigante e motivadora. Confesso que este é um daqueles livros, cuja leitura é difícil de deixar pra depois. Resolvi, portanto compartilhar com os meus amigos e amigas alguns conceitos que, espero, os motivem também à leitura.

Como diz o sub-título, é uma história que o autor nos conta (e James Hunter é um bom contador de histórias) sobre uma pessoa em crise com a sua vida e sua carreira. John Daily, o protagonista e ao mesmo tempo narrador da história, é um executivo com sérios problemas profissional, familiar e pessoal, a ponto de o levarem a questionar sua própria razão de existir. Experimenta uns acontecimentos misteriosos do ponto de vista espiritual, que culminam com sua ida a um Retiro de uma semana, para 6 pessoas, aos pés de um frade instrutor, cujo nome adotado pela ordem a que pertence revela, com intensa perturbação, que algo muito misterioso e, ao mesmo tempo profundo e transformador estava para acontecer com John.

Este frade é/foi, na verdade, o brilhante palestrante e eficiente consultor de empresas Leonard Hoffman, que a certo ponto da carreira, após a morte de sua esposa, abandona tudo e vai morar neste mosteiro beneditino, onde torna-se monge.

O leitor acaba sendo um dos participantes do retiro e, tem a oportunidade de usufruir e interagir com os conceitos de liderança apresentados e produzidos pelos participantes.

De linguagem leve, divertida e claríssima, a obra pode lavar o leitor a estabelecer um novo conceito de liderança, e até mesmo de estilo de vida. É mesmo um livro transformador.

O estilo apresentado é o da “liderança construída sobre autoridade ou influência , que por sua vez são constituídas sobre serviço e sacrifício, que são construídos sobre o amor” (P. 95)

Fiquem, então, com alguns pequenos recortes que também guardarei pra mim, e me ajudarão em meu processo de transformação.

“o amor é o que amor faz”

“Liderança: É a habilidade de influenciar pessoas para trabalharem entusiasticamente visando atingir aos objetivos identificados como sendo para o bem comum”


“Poder: É a faculdade de forçar ou coagir alguém a fazer sua vontade, por causa da sua força ou posição, mesmo que a pessoa preferisse não o fazer”

“Autoridade: a habilidade de levar as pessoas a fazerem de boa vontade o que você quer por causa da sua influência pessoal.”

“comportamento é escolha.”

“quando uso a palavra amor eu me refiro a um comportamento e não a um sentimento”

“a chave para a liderança é executar as tarefas enquanto se constroem os relacionamentos”

“Tudo na vida gira em torno dos relacionamentos”

“um líder é alguém que identifica e satisfaz as necessidades legítimas de seus liderados e remove todas as barreiras para que possam servir ao cliente. De novo, para liderar você deve servir.”

“A autoridade sempre se estabelece ao servir aos outros e sacrificar-se por eles.”

“precisamos uns dos outros... os arrogantes e orgulhosos fingem que não precisam... que piada! Um par de mãos me tirou do útero... outro trocou minhas fraudas, me alimentou, me nutriu, outro ainda me ensinou a ler e escrever. Agora, outros pares de mãos cultivam minha comida, entregam minha correspondência, coletam meu lixo, fornecem-me eletricidade... um par de mãos cuidará de mim quando eu ficar doente e velha, e me levará de volta à terra quando eu morrer.”

“Atrasar-se, também transmite a mensagem de que eu não devo ser muito importante pra pessoa, porque ela certamente seria pontual com alguém que ela achasse importante”.

“... sentimentos vêm e vão, e é o compromisso que nos sustenta”

“amar vinte homens durante um ano é fácil se comparado a amar um homem durante vinte anos”

Amor e Liderança

Paciência
Mostrar auto-controle
Bondade
Dar atenção, apreciação e incentivo
Humildade
Ser autêntico e sem pretensão ou arrogância
Respeito
Tratar os outros como pessoas importantes
Abnegação
Satisfazer as necessidades dos outros
Perdão
Desistir de ressentimento quando prejudicado
Honestidade
Ser livre de engano
Compromisso
Sustentar suas escolhas
Resultados:
Serviço e
Sacrifício
Pôr de lado suas vontades e necessiadades;
Buscar o maior bem para os outros

“Contas bancárias relacionais...”


“Não é meu trabalho pilotar o navio;
Nunca soprarei a corneta.
Não é meu lugar dizer até onde o navio irá.
Não tenho licença para ir ao convés
Ou mesmo tocar o sino.
Mas se esta coisa começar a afundar
Olhe quem vai para i inferno!”

“O homem é essencialmente autodeterminante. Ele se transforma no que fez de si mesmo...”

“os que seguem a multidão nunca serão seguidos por ela”

“... todas as grandes religiões do mundo ensinam a superar nossa natureza egoísta.”

“intenções menos ações é igual a nada”

“se nada muda, nada muda.”

“ a definição de insanidade é continuar a fazer o que você sempre fez, desejando obter resultados diferentes!”

“de nada vele aprender bem se você deixar de fazer bem!”

11 de março de 2008

DEUS CUIDA DE NÓS



Pois do Senhor é o Reino, é Ele quem governa as nações. Salmo 22.28
Precisamos sentir-nos seguros e confiantes. Tanto quando olharmos para o passado, seja com júbilo ou lágrimas, quando vislumbrarmos o futuro incerto. Além, é claro, em cada situação presente todos nós queremos que tudo esteja bem. Quando pensamos na providência divina é restaurado em nosso ser a segurança e a confiança. “As obras da providência de Deus são, à sua maneira, muito santa, sábia e poderosa para preservar e governar todas as suas criaturas e todas as ações delas”.

As datas festivas trazem memórias. Aniversários, casamentos, formaturas, etc. Somos tomados de nostalgia quando estamos diante de uma comemoração ou celebração especial. É assim também com a Páscoa, Natal, ou ano novo. Mas também a nação quer ser lembrada quando passamos por datas que marcaram sua história. Assim temos o dia disso ou o dia daquilo, o dia desse tal ou daquele outro . Em alguns desses dias é feriado nacional. Param-se todas atividades sob o mandato soberano da nação: lembrem-se!

Estamos atônitos e perplexos com as ocorrências dos últimos dias. Diante da violência desmedida e do clima de insegurança devemos parar. Este é, antes de tudo, um momento de lembrarmos da nação. Voltarmo-nos para os seus símbolos com o sentimento de confiança e esperança. Sobretudo os discípulos de Cristo devem participar deste momento. Isto porque não cremos em Deus alheio ou distante dos acontecimentos de nosso povo, quer seja no passado, presente ou futuro.

A nossa teologia diz: “A doutrina da providência ensina aos cristãos que eles nunca estão presos à sorte cega, à casualidade, ao acaso ou ao destino. Tudo o que lhes acontece é divinamente planejado, e cada acontecimento chega como um novo convite a confiar, a obedecer e a regozijar-se, sabendo que todas as coisas ocorrem para o seu bem espiritual e eterno (Rm8.28)”


Quando pensamos na história de nossa nação brasileira lembramos de um passado de muitas tristezas mas também de muitos triunfos, vivemos hoje um tempo difícil moral, social e politicamente, mas podemos esperar um futuro onde jaz a promessa de que Deus é não apenas o criador dele mas seu sustentador. Portanto estejamos seguros e confiantes naquele que ‘governa as nações’. Deus abençoe o Brasil. Deus abençoe São Paulo.
Rev. Marcelo Coelho

3 de março de 2008

CAFÉ COM GENTE




Cheguei à sala do cafezinho e a vi sem ninguém. Pensei: vou atrás de amigo para tomar comigo um café enquanto trocamos dois dedos de prosa. Não encontrei o amigo. Porém quando voltei, desolado, encontrei um colega que também chegara na sala. Conversamos, tomamos nosso café e cada um continuou suas atividades. Do que falamos? Não lembro.

Estou convencido de que o melhor acompanhamento para o famoso cafezinho é gente. Isso mesmo. Café com pessoas por perto. Que falta faz quando não temos ninguém por perto. Ainda que seja, e quase sempre o é, para falar de trivialidades. Amenidades. Há alguns que pensam ser isto, uma enorme perda de tempo. Todavia é necessário reconhecer que quando a vida fica muito séria e tudo o que fazemos resume-se a pesadas e criteriosas obrigações, estamos fadados ao estresse. Além do que, para pessoas assim, a vida em sua volta já perdeu todo o colorido e a leveza.

Qual é importância de um momento assim pra você? Tem gente que diz, de uma forma bastante defensiva: Não, obrigado, eu não bebo café. Ele também poderia dizer: não, obrigado, eu não perco tempo com gente falando à toa. Precisamos retomar o costume dos antigos que paravam onde se encontravam para trocar dois dedos de prosa. Nestas conversas, desinteressadas que são, conhecemos as pessoas mais próximas do que elas realmente são. Quem sabe dali não parte novos contatos, mais úteis e proveitosos (para os pragmáticos), ou então você saia dali extremamente satisfeito por ter dado ótimas risadas da última piada que ouviu. A propósito, na próxima piada que você ouvir, por favor, ria. Mesmo que a piada não tenha sido boa, ou que você já a tenha ouvido mil vezes. Faça isso apenas para não parecer chato e inadequado.

Que tal você começar hoje a valorizar estes encontros rápidos e desinteressados. Parar com tudo e relaxar ao lado de alguém que, assim como você, precisa de um tempinho para não pensar em nada e para não falar sério. Cultivemos momento assim, que certamente colheremos relacionamentos significativos e contatos que promoverão a alegria de pessoas, a glória de Deus e a expansão do seu Reino.

Com carinho e aguardando você para um cafezinho Pr. Marcelo