28 de fevereiro de 2008

O SILÊNCIO NA RELAÇÃO COM DEUS - Resumo do estudo no Livro de Habacuque




O silêncio ocupa um lugar importante na nossa relação com Deus. Enquanto analisamos o livro do profeta Habacuque, constatamos que naquele livro há três circunstâncias especiais em que o silêncio aparece. Vejamos:

I. O SILÊNCIO DE DEUS – Hc 1.1-4.
A primeira e chocante constatação de Habacuque, em meio a uma enorme crise, foi que Deus, por vezes, fica em silêncio. Vemos isso quando lemos o profeta dizendo: “Até quando, Senhor, clamarei eu, e não me escutarás?” (v.2). Todavia, este silêncio de Deus não significa que Ele não esteja no controle da situação. No texto, pode-se facilmente reconhecer que, embora Deus, não tivesse respondido ao profeta, Ele sabia exatamente tudo o que estava acontecendo e, ainda mais, tinha em suas mãos o controle de todos as circunstâncias.

O silêncio de Deus mostra que nem sempre Ele nos responde na hora ou da forma que nós esperamos. Por um lado, Deus não respondeu ao clamor de Habacuque, por outro, quando Ele respondeu, o resultado foi estranhamente pior do que o silêncio. Isto porque Deus falou a Habacuque que usaria como seu instrumento de disciplina um povo mal e injusto. Leia o capítulo 1. vv 5-11 e verá quão pesada e aterradora foi a resposta de Deus para Habacuque.

Este silêncio de Deus também revela que, às vezes, a disciplina faz parte do lidar de Deus para com seu povo. Não podemos nos esquecer jamais de que nossos procedimentos na vida implicam na aprovação ou reprovação de Deus. E como aprendemos nas Escrituras “dura coisa é cair nas mãos do Deus vivo”. Deus demorou a responder e quando respondeu, surpreendeu o povo, porque este povo esta sob disciplina. Deus os cobrou um ajuste de contas, como qualquer pai faz com seu filho a quem ama e por quem espera o bem. Quando vimos o texto de Hebreus 12.16, reconhecemos textualmente que toda disciplina é sinal do amor do Pai sobre a vida de seus filhos.

Deus é soberano e não é controlado por nossa vontade ou padrões teológicos. Pode ser que am nossa vida ele também queira se revelar através do silêncio. Submetamo-nos, pois a Ele.



II. O SILÊNCIO QUE DEUS EXIGE– Hc Cap 2

No livro do profeta Habacuque Deus, além de ficar em silêncio, também exige silêncio de seu povo. “O Senhor, porém, está no seu santo templo. Cale-se diante d’Ele toda a terra” (2.19). Na sua resposta ao profeta, Deus exige que seu povo confie nele ao ponto de calarem-se.

Através deste silêncio exigido por Deus, Ele mostra que está ativo e atuante durante todos os acontecimentos que culminaram com a crise do profeta. É como se Ele dissesse: fiquem calmos, fiquem tranqüilos e em silêncio, pois eu estou no controle. Algumas vezes, a gente fala demais por nos sentirmos perdidos diante das situações. Devemos colocar todas estas situações nas mãos de Deus e calarmo-nos.

Deus tem seu próprio tempo de agir. Ele não age simplesmente porque o nosso tempo chegou. O nosso relógio não é o de Deus. Aliás, o relógio de Deus é mil vezes mais atrasado que os nossos (2Pe3.8). A revelação de Deus a Habacuque diz: a visão está para cumprir-se no tempo determinado, ... se tardar, espera-o, porque certamente virá, não tardará. No dizer de outro profeta, somos também motivados a aguardar a ação de Deus calados: Bom é aguardar a salvação do SENHOR, e isso, em silêncio.(Lm 3.26)

Quando Deus ordena que seu povo cale-se diante dele no templo, Ele mostra para o profeta que além de saber tudo o que se passava, Ele é julgador e poderoso para a manutenção da sua vontade e domínio. Julgador porque Ele promete dar cabo do mal e condenar o povo perverso e, sobretudo, o seu Rei (veja o cap. 2.6-18); e poderoso porque sua exigência de silêncio nasce de um ciúme. Ciúme porque Ele acabara de referir-se aos deuses de pau e de pedra. E, em contraste a estes deuses que sequer podem acordar de seu sono, o Senhor está vivo e atuante no seu santo templo. Ele é um Deus vivo que tem poder suficiente para colocá-lo acima de qualquer um outro, esteja no céu, na terra ou debaixo da terra.

Nem sempre é bom ficarmos calados. Principalmente na hora da dor e do sofrimento. Mas devemos aguardar a justiça de Deus e a sua operação poderosa em favor dos que O amam. Além disso, foi Ele próprio quem nos mandou aguardar em silêncio. Silenciemos-nos então.



III. O SILÊNCIO DO HOMEM

O que dizer de uma pessoa altamente religiosa e que é obrigada a enfrentar uma enorme crise? Para alguns isso pode até parecer estranho. E quando não resta outra solução a não ser a de ficar em absoluto silêncio?

A gente fica em silêncio diante do inexplicável. O silêncio é o grito de pavor de uma alma que não sabe como se expressar. A morte de alguém querido silencia os que ficaram. Estar diante de uma criança com câncer em estado terminal, faz-nos perder, não só a fala mas o tino pra vida. Ficamos em silêncio quando temos que decidir algo que irá mudar totalmente nossa vida.

Mas não foi esse o tipo de silêncio do Profeta. Habacuque experimentou o silêncio religioso (Cap 3. 16). Ele ficou em silêncio aguardando a intervenção divina até que sua crise cessasse. Vamos conhecer este silêncio do profeta.

O silêncio da oração foi a resposta que Habacuque encontrou para o silêncio de Deus (2.1). Ele disse vou subir na torre, orar e esperar. – Ficarei aguardando o que o Senhor trará ao meu coração como resposta para o meu sofrimento. Todavia, seu silêncio representava, como vemos no seu relato, que ele buscava o reconhecimento de quem Deus é. Ou seja, ele reporta a sua mente para o caráter de Deus. E ao relembrar que Deus é santo, salvador e sustentador de seu povo, ele (Habacuque) pode então aguardar em silêncio. (1.12-13).

O silêncio faz a gente pensar. E quando a gente pensa muito, nossa mente começa a relembrar fatos e ensinamentos que no momento de muita tagarelice a gente seria incapaz de lembrar. Foi assim com Habacuque. Sua escolha pelo silêncio o fez rememorar os grandes feitos de Deus na História (3.3-15). Lembrar que as ações de Deus vão pra muito além do que Ele fez e fará na nossa simples história pessoal, enche de esperança o coração humano.

Silêncio diante de Deus não significa estagnação da esperança. Devemos aprender com o Profeta que, embora devamos silenciar a alma diante da crise, não podemos deixar apagar a chama do desejo. O seu legado a nós deixado, foi o de uma expectativa enorme na intervenção de Deus (3.16). Além disso, Habacuque faz uma escolha extraordinária e revolucionária para quem quer que seja: a de esperar pelo triunfo absoluto, mesmo no meio e durante a adversidade, que no seu texto, são coisas absurdas e improváveis acontecendo diante dos seus olhos.

Isso sim é que é ter a certeza, pela sua própria experiência, que Deus é bom. Isso é que é ter esperança.

Com carinho, Pr. Marcelo

11 comentários:

Zulkijora disse...

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Sou quem sou... disse...

Para teste!!!

Anônimo disse...

Muito legal !!!
Obrigada !

Anônimo disse...

gostei muito da linguagem utilizada

Anônimo disse...

muito bom ajuda realmente a pessoa a entendermas a fundo a palavra do senhor jesus continue deixando deus te usar deus abençoe sua vida

Anônimo disse...

PASTOR MUITO OBRIGADO , POR OBEDECER O CHAMADO DE DEUS E ESCREVER ESTE PARECER SOBRE ESTE LIVRO,O SENHOR ME REVELOU MUITO NESTE ESBOÇO,MUITAS RESPOSTAS,OBRIGADO.
JESUS TE AMA,PAZ

Anônimo disse...

PASTOR MUITO OBRIGADO , POR OBEDECER O CHAMADO DE DEUS E ESCREVER ESTE PARECER SOBRE ESTE LIVRO,O SENHOR ME REVELOU MUITO NESTE ESBOÇO,MUITAS RESPOSTAS,OBRIGADO.
JESUS TE AMA,PAZ

Anônimo disse...

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zoraide disse...

gostei muito, irá ajudar-me com outros estudos sobre o livro de habacuque

Unknown disse...

Muito bom. Como a palavra de Deus é rica. Cada vez que a estudamos,ela nos ensina novas lições. Que Deus continue te abençoando nesta jornada de fazer conhecido o nome do nosso Deus e Seu infinito poder. Que assim como Habacuque, possamos saber esperar o momento que Deus quer falar conosco. Que possamos realmente lançar sobre Ele todas as nossas ansiedades. Deus te abençoe.